terça-feira, 18 de abril de 2017

A Vida em Tons de Cinza de Ruta Sepetys



Sinopse: 1941. A União Soviética anexa os países bálticos. Desde então, a história de horror vivida por aqueles povos raras vezes foi contada.
Aos 15 anos, Lina Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente ceifados. Filha de um professor universitário lituano, ela é deportada com a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria.
Lá, passam fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mas a família de Lina se mostra mais forte do que tudo isso. Sua mãe, que sabe falar russo, se revela uma grande líder, sempre demonstrando uma infinita compaixão por todos e conseguindo fazer com que as pessoas trabalhem em equipe.
No entanto, aquele ainda não seria seu destino final. Mais tarde, Lina e sua família, assim como muitas outras pessoas com quem estabeleceram laços estreitos, são mandadas, literalmente, para o fim do mundo: um lugar perdido no Círculo Polar Ártico, onde o frio é implacável, a noite dura 180 dias e o amor e a esperança talvez não sejam suficientes para mantê-los vivos.
A vida em tons de cinza conta, a partir da visão de poucos personagens, a dura realidade enfrentada por milhões de pessoas durante o domínio de Stalin. Ruta Sepetys revela a história de um povo que foi anulado e que, por 50 anos, teve que se manter em silêncio, sob a ameaça de terríveis represálias.

Resenha: Aprendendo Sobre o Mundo

Imagine como deve ser alguém bater na sua porta durante a noite e te dar somente vinte minutos para pegar suas coisas e partir...Imagine como é enfrentar armas apontadas na sua direção com ameaças que te fazem mudar de cor de tanto susto...Hoje me perguntaram por que leio livros sobre a guerra e respondi que gosto de aprender.
Outro dia, um senhor me disse que se nós achamos que já sabemos tudo devemos então imaginar um acontecimento inesperado que acabe por nos desabrigar, assim como terremotos, furacões entre outras... O que nós sabemos fazer sem ajuda das máquinas, sem energia? Como pegar água de um rio e não digo nem transformá-la em potável, digo em como puxá-la de um rio para poder matar nossa sede?
Desde que ouvi isso tenho lido livros de pessoas que tem pesquisado os fatos ocorridos no mundo e escrito sobre eles, confesso que procuro guardar na memória e no coração para transmitir ao máximo de pessoas possíveis.
Esse livro fala sobre genocídio, fala sobre os meios de sobrevivencia que uma mãe e seus dois filhos encontraram para saírem do domínio que se instalou sobre a vida deles. Recomendo esse livro para pessoas que buscam maior conhecimento sobre a humanidade e suas guerras. Esperança realmente nos torna mais fortes, leia também.

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